Quem quer contar até 5?
Peço-vos que contem, pausadamente, ao ritmo dos segundos, até 5.
1,…2,…3,…4,…5!
Duas crianças acabaram de morrer, algures no mundo, vítimas de fome.
Agora contem outra vez: 1,…2,…3,…4,…5!
O mundo ocidental, dito civilizado, acabou de desperdiçar 763 kg de comida.
Dá que pensar, não dá?
“Não há maior cego do que aquele que não quer ver!”
Se todos ajudarmos, podemos combater este flagelo.
Que cada um faça de acordo com a sua consciência e possibilidade, e o mundo de amanhã será um local melhor para se viver.
Abraços a quem é de abraços, beijinhos a quem é de beijinhos






10 Comments:
Caro Roberto,
Isso é tudo girissimo, termos um discurso bonito desses para fazer. Mas quando vou para casa, bem sei quem foi voluntariar e companhia.
Se todo o mundo fizesse um décimo do que pensa...
Não é preciso calcular em termos mundiais a comida que se dispersa. Analisa durante a tua semana toda a comidinha que foste deixando no prato e tudo junto até pode dar uma refeição.
Tens dez euros na mão e não sabes o que fazer? entre dar a MSF, AMI ou ir comprar algo de mais pessoal, as vezes não pensamos duas vezes.
Tens razao, é preciso apelar a consciencia.
Eh verdade que é preciso ter pensamento positivo.
Mas eu vivo na Europa hoje, mas morei 11 anos do outro lado. Africa ardida, queimada, destruida.
Se puderes, vê o Constant Gardener, o Fiel Jardineiro.
A mim fez-me mal.
A ti, abrira os olhos, de maneira positiva.
Desculpa o ataque sovietico.
Mas estou assim :p
Um abraço que hoje preciso de carinho (hahahaha)
Elite
Olha, encontrei isto no inicio do meu mês de Maio, no meu blog:
The Constant Gardener, por Fernando Meirelles (Cidade de Deus) com o Ralph Fiennes (The English Patient) e a Rachel Weisz (The Mummy).
Gostei muito deste filme.
Resumo: uma história de amor, no sentido lato; o amor por uma mulher, por uma causa e por um continente. A ficção começa por nos apresentar Justin (Ralph Fiennes), um oficial diplomático do governo britânico, e a sua mulher, Tessa (Rachel Weisz) , uma activista militante. Pouco depois do casamento, Justin é destacado para o Quénia e o casal instala-se em Nairobi. Uns meses mais tarde, Tessa e o seu amigo Arnold (Hubert Kounde), um médico africano, são encontrados mortos. A acção do filme arranca com um crime que aos olhos de Justin prova a infidelidade recente da sua mulher. Atormentado, resolve iniciar uma investigação que o levará a repetir os passos de Tessa. Aos poucos, vai ficando a conhecer melhor o carácter da mulher e constata que ela estava a investigar a actuação ilegal de várias empresas farmacêuticas que, com a conivência das autoridades inglesas, usavam os quenianos como cobaias para testar uma nova vacina contra a tuberculose. Ao longo desta jornada, Justin vai descobrindo um continente que desconhecia por completo, arrastando o espectador nesta sua descoberta.
Minha opinião: Sai do cinema com a lagrima no canto do olho, chocada pela maneira como o filme acaba e com as imagens que tanto me fazem lembrar Angola.
Aconselhei imenso esse filme mas ficar na preguiça ou ir namorar parece ter tocado mais que as imagens e as intenções tão sensivéis do Meirelles.
Claro, ao sair da sala queria mudar o mundo mas minutos depois ja estava de novo inteirada da sociedade capitalista na qual vivo e feliz com isso.
Não tens que pedir desculpa por dares a tua opinião. A democracia é assim mesmo.
Entre a contabilidade da comida desperdiçada está, sem dúvida, o meu pedaço desperdiçado, e o teu...
Não sou samaritano, nem ando a treinar para santo. É claro que podia fazer mais, mas tento fazer alguma coisa.
Quanto ao viver feliz na Europa, não trocava o meu lugar por mais nenhum. Também eu sou feliz aqui.
Maz fazer um pouco para ajudar não custa. E não, não são falsos moralismos, se por acaso pensas isso. Acredito mesmo no que digo e tento contrinuir na medida do possível. E também não tenho qualquer tipo de complexo contra declara não querer ajudar. Como disse no post, cada um que faça de acordo com a sua consciência.
Abraços para ti, que dizes que precisas, e um grande beijinho.
De qualquer das maneiras fiquei com curiosidade sobre o filme. Vou ver se vejo.
Abraços e beijinhos
Sabes o que me custa... é nem sempre ter a certeza que a ajuda (e neste caso a minha ajuda) é canalizada para quem mais precisa!! E isso deixa-me inquieta... pensar que estou a contribuir (eu e outras pessoas, que às vezes sabe Deus o que lhes custa!) e que a ajuda não chega ao destino!
Mas apesar disso continuo a contribuir sempre que posso e com o que posso!!
No entanto, sinto-me mais útil quando entrego comida/roupa/livros/brinquedos às pessoas que conheço e que sei que precisam e que dão valor a essa comida/roupa/livros/brinquedos!!
Jinhos
Ola Roberto, de novo.. Não senti que as tuas palavras eram em vão pelo contrario. Tu queres fazer algo. Apenas acho "giro" tanta tanta gente dizer que quer fazer o mesmo e ver que nada acontece. Isso doi e isso custa, mas é a realidade humana. Dizer palavras pelo vento e nada fazer.
Olha por exemplo, dizem que França é um dos paises que mais da aos outros, onde as pessoas são mais generosas e solitarias, mas sabes o que acontece? as pessoas pagam menos impostos quando dão dinheiro, e entre dar um pouco e pagar muito, eles escolheram a opção.
Que seja de livre vontade ou forçada, as coisas têm de avançar.
Espero q não me tenhas mal interpretado. E vê o filme porque esta giro.
Eh comprido mas eu consegui levar na mesma.
Beijoka
É um problema que não é de facil resolução, que incomoda muitas pessoas, que move muitas e muitas outras, de coração aberto, mas que não é fácil...
Tantas são as circunstâncias que às vezes nos impedem de os ajudar mais e melhor...
Gostei deste post. Parabéns!
De cinco em segundos, a Humanidade vai de borrada em borrada... e o futuro é que se perde
Arrepiante
Infelizmente, África continua a ser o caixote do lixo do resto do Mundo. As nações ditas desenvolvidas e poderosas olham para os problemas dos outros como algo distante e que não lhes compete resolver ou, pelo menos, ajudar a isso.
Simplesmente ridículo. (Poderíamos falar tanto disto... haveria pano para mangas...)
Ajudo como posso, participo em campanhas, faço voluntariado (não pelas crianças de África, mas por outras causas igualmente alarmantes). Impressiono-me com as mentalidades, com os egoísmos, com as políticas, com as injustiças. Mas chego à conclusão que não é a união que faz a força. O poder do papel vale muito mais para estes "senhores" de m*****.
Isto revolta-me. Mesmo.
Beijinhos*
Bom fim de semana!
..são os grandes desiquilibrios de um mundo em que a espécie capaz, ela própria, de causar catastrofes se diz inteligente ou racional...
(no entanto tenho que te alertar, por mais que saibas disso não demontraste no artigo, que esses países onde existe enorme pobrez os politico não têm qualquer problema em expolorar as suas populações...)
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt
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